O comércio por meio de agentes pode ser seguro com as devidas salvaguardas, permissões e tecnologias implementadas. No entanto, essa nova forma de comércio certamente introduz novos desafios para varejistas, empresas de tecnologia e consumidores, particularmente nos casos em que as compras não ocorrem conforme o planejado.
Por exemplo, como funcionaria um reembolso ou estorno se um agente, e não uma pessoa, estivesse fazendo a compra? Ou quem seria o responsável se algo desse errado — o consumidor, a empresa que criou o bot, o varejista ou talvez outra pessoa?
Nesse novo ambiente, permissões de usuário claras e fáceis de configurar serão vitais, pois quanto mais autonomia um agente de IA tiver, mais importante será definir limites e diretrizes claras.
A transparência também será fundamental para construir confiança, com os usuários recebendo uma explicação clara sobre o motivo pelo qual um agente tomou determinadas ações. Essa transparência será especialmente útil caso cibercriminosos tentem enganar um agente de IA, acionando compras por meio de sinais enganosos ou imitando ofertas legítimas.
Serão necessários também padrões e estruturas para regulamentar esses agentes, para que tanto usuários quanto comerciantes saibam como as transações podem ser resolvidas quando surgirem problemas e os consumidores possam confiar que seus dados de compra e pagamento estarão protegidos.