Líderes de todo o mundo se reuniram na cidade de Nova York na semana passada para a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, trabalhando em prol de uma visão de "melhor juntos" enquanto abordavam preocupações climáticas, crescente incerteza econômica e barreiras aparentemente intransponíveis à paz.
Por mais vasta e variada que fosse essa agenda, uma pergunta se insinuava em todas as conversas: Que papel a tecnologia poderia desempenhar na solução — ou no agravamento — desses problemas? E como será o futuro da governança digital?
Essa não é uma pergunta que os líderes públicos possam responder sozinhos. A forma como interagimos com a tecnologia depende tanto das empresas que a criam e distribuem quanto daquelas que definem as políticas. Também não é um problema fácil de ser resolvido em conjunto por líderes dos setores público e privado. Embora os governos nacionais sejam responsáveis pelo bem-estar de seus cidadãos, as entidades privadas devem prestar contas aos acionistas, parceiros e suas bases de clientes, muitas vezes globais.
No entanto, em essência, ambas as partes buscam as mesmas coisas — entre elas, a segurança de dados, um fluxo comercial transfronteiriço mais fluido e a confiança pública que sustenta tudo isso.
Para abordar esse tema complexo, a Mastercard, juntamente com as cofundadoras AT&T, Oracle e GSMA, anunciou o Digital Ambassadors Forum, uma nova iniciativa público-privada em parceria com o Business Council for International Understanding. O Fórum tem como objetivo criar um espaço para que líderes dos setores público e privado superem as divisões geopolíticas e promovam uma abordagem coesa para a política digital e a governança digital global, tendo como evento inaugural o DAF no New York City Tech Hub da Mastercard, em 23 de setembro. Lá, líderes importantes falaram abertamente sobre as questões mais prementes da tecnologia.
O objetivo final, segundo Richard Verma, diretor administrativo da Mastercard, ex-diplomata americano e ex-secretário adjunto do Departamento de Estado dos EUA, era "construir pontes sobre essas divergências para tirar o máximo proveito deste momento crítico".
Aqui estão três pontos-chave dessas conversas.