Costuma-se dizer que sabemos mais sobre a superfície de Marte do que sobre as profundezas dos nossos próprios oceanos. Isso, no entanto, não se deve à falta de interesse, mas sim aos formidáveis desafios impostos pelas condições extremas do oceano, como pressões imensas, temperaturas gélidas e, na maioria das vezes, a escuridão total das profundezas.
Mas os recentes avanços tecnológicos na exploração não tripulada estão permitindo que os cientistas explorem esses territórios desconhecidos, potencialmente com impactos positivos na vida acima da água, como aprimorar os modelos climáticos atuais, melhorar as práticas de pesca sustentável e descobrir recursos biomédicos em organismos das profundezas marinhas.