Antigamente, a preparação para os exames se resumia a ter estudado ou não. Hoje em dia, também se trata de ter uma conexão Wi-Fi forte, garantir que seu irmãozinho não tenha agendado sua aula virtual de violino no quarto ao lado e como você pode provar aos seus fiscais, a centenas ou até milhares de quilômetros de distância, que você é, de fato, você.
Durante os confinamentos na Austrália, Ethan Jones estava cursando seu mestrado em gestão da construção na Universidade Deakin, em Victoria, enquanto permanecia em casa em Hobart, na Tasmânia, a quase 640 quilômetros de distância. Para comprovar sua identidade durante as provas, ele teve que digitalizar seu passaporte, mas o documento é antigo e está bastante deteriorado. Pediram-lhe que segurasse sua carteira de estudante em frente à tela do computador para que ficasse alinhada corretamente – só que não dava certo.
Mas recentemente ele participou de um programa inicial com a Deakin e a Australia Post para testar o ID, o serviço de identidade digital da Mastercard, que pode verificar estudantes que fazem provas online. Os alunos criaram uma identidade digital no aplicativo Digital iD dos Correios da Austrália para obter acesso ao portal de exames da Deakin. Todas as informações no aplicativo são controladas pelos usuários em seus dispositivos e a troca de dados é mínima. Uma vez configurado e com o consentimento do aluno, o aplicativo compartilha apenas as informações pessoais específicas necessárias para se inscrever em um exame no portal da Deakin.
“Foi muito mais rápido, muito mais ágil e muito menos estressante”, diz Jones. “Tudo é controlado pelo meu celular, e eu sempre o tenho comigo.”
A necessidade de identidade digital – uma forma de verificar suas interações online de maneira fácil e segura – vem se consolidando há anos, mas a pandemia acelerou nossa dependência do mundo digital, desde compras online, pagamento de contas e serviços bancários móveis até consultas médicas virtuais, aprendizado online e trabalho remoto.
Com a pandemia se prolongando, a necessidade de identificação digital continuará, e pesquisas mostram que as ferramentas que possibilitaram nossas vidas virtuais vieram para ficar – e a necessidade de confiança nessas ferramentas só aumentará em todas as partes do mundo.
A Mastercard acaba de lançar sua rede global de identificação no Brasil com uma parceria semelhante à da Deakin, na qual os alunos usam o aplicativo MeuID da idwall para criar e verificar sua identidade digital. Dessa forma, eles podem comprovar sua identidade antes de realizar importantes exames nacionais na plataforma da Amigo Edu, utilizando a rede de identificação da Mastercard, que compartilha as credenciais verificadas de forma segura.
Mas não termina na sala de aula. Uma vez que os estudantes brasileiros – ou, à medida que essa prática se expande, qualquer outra pessoa – criem sua identidade digital, poderão usá-la para abrir uma conta bancária, obter um empréstimo ou comprovar sua idade para acessar serviços, como alugar um carro, sem precisar compartilhar dados pessoais ou entregar sua carteira de habilitação.
“Com este projeto, pretendemos acelerar nossa ambição de criar uma identidade global para a América Latina”, afirma Lincoln Aldo, CEO da idwall. “Isso criará uma nova maneira para as empresas implementarem a identidade digital em seus serviços e proporcionará mais privacidade e segurança para os dados pessoais dos usuários.” Mas essa parceria é apenas o ponto de partida para expandir o aplicativo para diferentes serviços que a empresa está desenvolvendo, afirma ele. “O nosso desejo é construir continuamente, através da tecnologia, uma sociedade confiável e menos burocrática para todos.”