A inteligência artificial, especialmente a inteligência artificial generativa, dominou o cenário na CES do ano passado. Este ano, mais empresas estão olhando além da IA generativa e focando na IA agentiva: modelos que usam raciocínio sofisticado para resolver problemas complexos e de várias etapas que os chatbots atuais normalmente não conseguem.
Em seu discurso de abertura, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a transição para a IA ativa é "uma das coisas mais importantes que estão acontecendo no mundo corporativo". Além de construir o hardware que torna esses modelos de última geração possíveis, a Nvidia também desenvolveu o AI Blueprints, estruturas para que os desenvolvedores criem e implementem agentes de IA personalizados.
A empresa trabalhou com diversos parceiros para criar cinco projetos, incluindo um agente de IA para análise de vídeo que pode buscar informações relevantes em arquivos de vídeo e criar relatórios resumidos dos vídeos. Justin Boitano, vice-presidente de IA empresarial da Nvidia, afirmou em uma postagem no blog que os Blueprints “fornecem os blocos de construção para que os desenvolvedores criem a próxima geração de aplicativos de IA que transformarão todos os setores”.
Outro ponto interessante da apresentação de Huang foi a exploração do "escalonamento em tempo de teste" — a capacidade de um modelo de IA agente determinar quanta potência computacional dedicar a uma determinada tarefa. Ao lidar com tomadas de decisão complexas e de várias etapas, saber quando pensar mais a fundo e calcular por mais tempo (e quando os resultados podem não justificar o esforço) pode ser um fator decisivo em termos de eficiência.