O sistema bancário aberto existe de uma forma ou de outra há bastante tempo. Mas, nos últimos anos, os tipos de serviços que ele possibilita — da agregação de contas aos pagamentos — estão sendo adotados por consumidores e empresas, à medida que companhias como a Mastercard expandem sua capacidade de facilitar essa troca de dados rápida, simples e segura por meio de seus serviços de open banking.
Em algumas partes do mundo, como nos EUA, o open banking surgiu da preferência do consumidor por experiências digitais. As fintechs inovadoras têm procurado acessar com segurança os dados das pessoas como forma de fornecer serviços financeiros aprimorados e personalizados, enquanto os bancos — reconhecendo a oportunidade comercial — tomaram a iniciativa de desenvolver serviços que permitam aos seus clientes compartilhar seus dados.
Em outros lugares, o open banking é frequentemente impulsionado por regulamentações, principalmente com o objetivo de estimular a concorrência e a inovação. O exemplo mais conhecido disso está na Europa. Ali, a UE revisou a Diretiva de Serviços de Pagamento (PSD2), que determinou que todos os bancos, a partir de 2019, permitissem que seus clientes compartilhassem com segurança as informações de suas contas com outros provedores de serviços financeiros.
Na Austrália, a regulamentação vai além — contas de poupança, contas de investimento e contas de pensão estão todas abrangidas, com planos para incluir, no futuro, serviços públicos, telecomunicações e conexões de dados de viagens. Isso significa que um provedor de serviços financeiros pode oferecer a uma pessoa uma visão mais holística de suas finanças e uma gama mais ampla de produtos financeiros.