As mudanças climáticas afetam de forma desproporcional as populações globais mais difíceis de alcançar — seja por razões geográficas, administrativas ou sociais. Muitas dessas comunidades desenvolveram soluções inovadoras que oferecem lições para enfrentar os desafios climáticos em grande escala. Por exemplo, moradores de vilarejos no sul do Quênia estão restaurando manguezais, que capturam 10 vezes mais carbono do que florestas comuns, e vendendo os créditos de carbono para grandes empresas.
Esses projetos de “economia azul” ajudaram a impulsionar o aumento da prosperidade no Quênia, o que chamou a atenção da Reach Alliance. Fundada em 2015 como uma parceria entre a Universidade de Toronto e o Mastercard Center for Inclusive Growth, a aliança busca estratégias de desenvolvimento para comunidades vulneráveis às mudanças climáticas em todo o mundo. A organização elaborou uma lista de cinco fatores-chave para impulsionar a resiliência climática inclusiva em comunidades vulneráveis: sustentabilidade do programa, reaproveitamento de tecnologias e recursos existentes, apropriação local, incentivos adequados e uma rede de parcerias.
Após estudar os projetos de manguezais, a Reach Alliance percebeu que, além de trazerem prosperidade, esses projetos também protegem os moradores contra eventos climáticos extremos. Os quenianos nas áreas do projeto obtêm uma nova fonte de renda que reinvestem em suas comunidades, contribuindo assim para o desenvolvimento do saneamento, educação, saúde e meio ambiente em seus próprios bairros. Em última análise, uma melhor compreensão dos modelos de sustentabilidade bem-sucedidos abre caminho para um aumento de projetos semelhantes em todo o mundo.