O Pacto Digital Global apela à conectividade universal, à salvaguarda dos direitos humanos online, à inclusão e equidade digitais e ao aumento da confiança na tecnologia. A conectividade, em particular, é essencial para a África, onde poderia ajudar a aproveitar a força de trabalho do continente, a mais jovem do mundo, afirmou Bosun Tijani, ministro nigeriano das Comunicações, Inovação e Economia Digital: "Precisamos investir na infraestrutura de dados da África."
Mas essa tarefa árdua só poderá ser cumprida se os setores público e privado trabalharem juntos, afirmou Julie Monaco, presidente do Conselho Empresarial para o Entendimento Internacional. E embora haja "uma enorme quantidade de positividade e energia em relação às inovações que o setor privado pode trazer para promover economias digitais mais inclusivas", de acordo com Tim Murphy, diretor administrativo da Mastercard, ele também expressou preocupação com a fragmentação dos padrões digitais e o crescente protecionismo.
Essa última preocupação foi compartilhada pelo ex-presidente colombiano Iván Duque Márquez. Ele instou os líderes latino-americanos a negociarem regulamentações que incentivem o comércio global, transformem a América Latina em um polo de data centers sustentáveis e invistam mais em segurança cibernética e tecnologia blockchain.