O projeto “Touch” foi idealizado pela Mastercard em parceria com o banco australiano Westpac como parte de um esforço regional mais amplo para promover a inclusão de pessoas com deficiência. Dirigido por Tony Krawitz, "Touch" se apoia em ricos efeitos sonoros, música atmosférica, diálogos cuidadosamente elaborados e atores expressivos para contar a história de um cientista preso no interior do cérebro de seu pai após um experimento de laboratório que deu errado. O público o acompanha enquanto ele vagueia pelas memórias de seu pai, descobrindo mais sobre o homem que ele um dia pensou compreender, enquanto luta para escapar.
A obra é apresentada como um filme sem imagens, em vez de uma peça radiofônica ou um podcast, para ajudar o público vidente a entender como é para uma pessoa cega ou com deficiência visual ir ao cinema. Para a Phillips, o que torna o “Touch” especial é que ele pode ser apreciado como parte de uma experiência cinematográfica completa: sentado ao lado de amigos ou familiares, saboreando pipoca quente com manteiga enquanto se desfruta de um som realista e cristalino.
“Você vai se sentir como se estivesse no meio da ação, ali mesmo com os personagens”, diz ele. São justamente esses detalhes que o fazem adorar ir ao cinema, apesar de não conseguir ver a telona — ou captar todos os pontos da trama quando o áudio é considerado secundário à narrativa visual.
Como "Touch" não possui componente visual, o diretor Krawitz contou com o editor de som Wayne Pashley, que também trabalhou em "Elvis" e "Mad Max: Estrada da Fúria", para ajudar a causar impacto. Ele também recorreu à experiência de membros do elenco e da equipe cegos e com deficiência visual recrutados pela Bus Stop Films, que ajuda pessoas com deficiência a encontrar vagas na indústria cinematográfica australiana.