Mesmo antes da ascensão da tarja magnética, os engenheiros já buscavam a ideia de um cartão alimentado por um chip de computador capaz de realizar os cálculos complexos que permitiriam medidas de segurança ainda mais robustas.
O primeiro cartão com chip surgiu na França na década de 1960, mas levou anos para se popularizar. Um dos principais problemas era que diferentes cartões com chip não funcionavam em todos os terminais. Isso levou ao desenvolvimento de um padrão global para a tecnologia de chips EMV.
Hoje em dia, para cada transação, o chip cria um código de transação único, que é validado pelo banco emissor para garantir que o cartão utilizado seja genuíno. Essa tecnologia também aumenta a segurança dos dados do titular do cartão.
Desde o final da década de 1990, com a introdução do padrão EMV, os cartões com chip começaram a se tornar a forma de pagamento preferida. Atualmente, os chips EMV são utilizados em 86% das transações presenciais com cartão em todo o mundo.
Mais da metade dos americanos prefere usar um cartão com chip em um terminal de pagamento em vez de qualquer outro método de pagamento, sendo a segurança o principal fator, de acordo com uma pesquisa realizada em dezembro pela Phoenix Consumer Monitor para a Mastercard. Em seguida, vieram os pagamentos sem contato — com cartão ou carteira digital. Apenas 11% disseram preferir passar o cartão, e esse número cai para 9% quando se consideram os portadores de cartão com experiência em pagamentos sem contato.
E em um estudo realizado pela Phoenix em julho, 81% dos portadores de cartão americanos entrevistados relataram que se sentiriam confortáveis com um cartão sem tarja magnética, e 92% aumentariam ou manteriam o uso de seus cartões no mesmo nível se a tarja magnética não estivesse mais presente.