Investimento em cibersegurança ainda não é prioridade para empresas, aponta Datafolha

Pesquisa encomendada pela Mastercard mostra que 80,6% afirmam dar muita importância à segurança de seus dados e dos clientes, mas existe muito a se evoluir na área.

No mundo dos negócios, há uma consciência cada vez maior da importância de reforçar a segurança dos dados das empresas e de seus clientes. Mas, na prática, as empresas brasileiras ainda têm muito a avançar nessa área.
Esse quadro está detalhado na pesquisa do Datafolha encomendada pela Mastercard e realizada entre os dias 1º e 25 de fevereiro, por telefone, com 351 tomadores de decisão da área de tecnologia de empresas dos setores de educação, financeiro e seguros, tecnologia e telecom, saúde e varejo. A margem de erro dessa consulta, o “Barômetro da Segurança Digital”, é de 5 pontos percentuais.
A pesquisa aponta que 80,6% das empresas afirmam dar muita importância à cibersegurança, mas apenas 31% delas priorizam a área no plano de investimento. O resultado desse descompasso entre discurso e realidade é que a maioria dessas mesmas empresas (57%) já foi alvo de fraudes e ataques digitais com alta ou média frequência.
“Investir em cibersegurança é importante para trazer confiança à gestão de negócios e credibilidade diante de clientes e parceiros. Hoje, mais do que nunca, os consumidores desejam interações simples, rápidas e seguras com quem se relacionam online. Por isso, cabe às empresas tratarem desse ponto com prioridade, agilidade e cuidado”, afirma Estanislau Bassols, gerente geral da Mastercard Brasil.
A nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), já em vigor, prevê punição às empresas em caso de falhas ou negligência. Mesmo assim, a ampla maioria (75%) diz acreditar que a lei traz mais benefícios do que prejuízo. Para Bassols, isso reflete que estar em dia com a proteção digital e o sigilo de dados garante confiança, credibilidade e sucesso nos negócios.

 

Muito além de líder brasileira no mercado de cartões, a Mastercard é uma empresa global de tecnologia de ponta voltada especialmente para a segurança digital, com ação já consolidada no mercado brasileiro. Graças à aquisição de expoentes mundiais nessa área, como a RiskRecon e a NuData Security, a Mastercard oferece soluções permanentemente atualizadas para construir uma fortaleza em torno das empresas - sem causar atritos com seus clientes.
“Nossa experiência global nos torna parceiro estratégico ideal para as empresas atuarem de forma segura e conquistarem a confiança dos consumidores”, afirma Bassols.
Segundo o executivo, 100 novos esquemas de fraudes são criados, em média, a cada dia. Esse terreno para o crime online tornou-se mais fértil com o crescimento exponencial da conectividade gerado pela pandemia de Covid-19. Com mais pessoas realizando transações pela internet de suas casas, o volume de dados trafegados aumentou e, consequentemente, o risco de ataques cibernéticos.
Mesmo diante dessa nova realidade, apenas 32% das empresas consultadas simularam um ataque ou vazamento nos três meses anteriores à realização da pesquisa.
“Na Mastercard, a gente tem multicamadas de segurança. Uma solução não é suficiente para detectar e pegar todas as fraudes”, explica Bassols. Ou seja, as diferentes soluções da empresa atuam em conjunto para, em milissegundos, identificar os potenciais ataques entre milhões de transações online.
Essas novas tecnologias podem ser adotadas por empresas de todos os portes e áreas de atuação. A pesquisa do Datafolha revela que os cibercriminosos não miram apenas as grandes corporações: dos 57% que responderam já ter sido alvos de ataques e fraudes, 16% são empresas médias e 21%, pequenas.