Estudo da Mastercard revela que preocupações com segurança cibernética têm se tornado uma barreira importante para o crescimento digital das PMEs no Brasil
20 de outubro de 2026 | São Paulo, SP97% das PMEs entrevistadas na região — e 100% no Brasil — já aceitam pagamentos digitais, mas o medo de fraudes e ataques cibernéticos é apontado por 57% dos empreendedores brasileiros como uma das principais barreiras para o crescimento digital
Pequenas e médias empresas (PMEs) da América Latina e do Caribe (LAC) já incorporaram amplamente o comércio digital ao seu dia a dia, mas as preocupações com proteção digital estão surgindo como o próximo grande desafio para o crescimento, de acordo com o Mastercard 2026 SME Cybersecurity Outlook, novo estudo regional da Mastercard sobre a resiliência cibernética das PMEs.
A pesquisa da Mastercard, que ouviu 2.400 proprietários de PMEs e tomadores de decisão em 12 países da região, constatou que 97% das PMEs entrevistadas já aceitam pagamentos digitais, reforçando o quanto os pagamentos digitais já estão incorporados às operações diárias desses negócios. No entanto, à medida que a adesão avança, a confiança dos empresários vem sendo cada vez mais influenciada por preocupações com fraude, ataques cibernéticos e proteção de dados.
Mais da metade das PMEs ouvidas na região (51%) aponta o medo de fraudes ou ameaças virtuais como a principal barreira para ampliar o uso de pagamentos digitais. As preocupações com cibersegurança também estão afetando decisões de negócio: 40% dos entrevistados afirmam que esses receios já reduziram ou interromperam o uso de ferramentas ou pagamentos digitais, enquanto quase um terço adiou planos de expansão do comércio eletrônico ou de entrada em novos mercados. Esses resultados indicam que, embora o acesso aos pagamentos digitais já não seja o principal desafio, a capacidade de operar com segurança e confiança no ambiente digital está se tornando um fator decisivo para o sucesso dos negócios no futuro.
Ao mesmo tempo, os empresários também enxergam a inovação em segurança como um fator de crescimento, e não apenas como uma medida defensiva. Quase metade dos entrevistados afirmou que uma proteção mais forte contra fraudes e ataques cibernéticos poderia ajudar seus negócios a alcançar um crescimento adicional de 25% ou mais, enquanto 42% identificaram o aumento das vendas online e digitais como uma das maiores oportunidades para os próximos dois anos. Apesar da conscientização crescente, o nível de preparo ainda é desigual. Embora 93% das PMEs ouvidas afirmam estar familiarizadas com medidas de proteção digital, apenas 18% se dizem muito confiantes na capacidade de sua empresa de se proteger contra ameaças cibernéticas.Além disso, uma em cada cinco empresas dizem não ter plano de resposta ou recuperação em caso de incidentes cibernéticos.
"Para as pequenas empresas da América Latina e do Caribe, a segurança cibernética deixou de ser apenas uma questão de tecnologia e se tornou um imperativo de negócio", afirma Ana Lucía Magliano, vice-presidente executiva de Serviços da Mastercard para a América Latina e o Caribe. "Nossa pesquisa mostra que as PMEs entrevistadas já adotaram amplamente os pagamentos digitais, mas as preocupações com fraude e ataques virtuais continuam impedindo muitas delas de buscar novas oportunidades. Quando a proteção digital se torna parte fundamental de sua trajetória de evolução, impulsionada pela inovação, as empresas ficam mais bem posicionadas para crescer, promover a inclusão de novos clientes e prosperar com confiança."
Brasil: mercado maduro e consciente, onde a proteção digital é motor de crescimento e inovação
No Brasil, os resultados do estudo revelam um ecossistema caracterizado por alta maturidade digital, no qual a resiliência cibernética se consolidou como uma alavanca estratégica de negócios e diferencial competitivo:
- Maturidade digital consolidada: entre as 200 PMEs brasileiras consultadas pela pesquisa, a totalidade (100%) aceita pagamentos digitais e 82% afirmam que mais da metade de suas vendas é realizada por meios digitais ou sem dinheiro em espécie.
- Cibersegurança como pilar estratégico e de confiança: 91% dos empreendedores entrevistados no país concordam que a cibersegurança oferece uma vantagem competitiva e 98% concordam que os clientes são mais propensos a comprar de empresas nas quais confiam para proteger seus dados.
- O paradoxo do crescimento e do medo de fraudes: embora 44% das PMEs brasileiras consultadas tenham um plano formal de resposta ou recuperação em cibersegurança, 30% ainda não possuem nenhum plano.. O medo de fraudes ou ataques cibernéticos (57%) figura entre as principais barreiras à ampliação dos pagamentos digitais no país, seguido de perto pelas altas taxas de transação, mencionadas por 55%.Como consequência, 33% dos empreendedores reportam que o receio contra ameaças virtuais já desacelerou ou interrompeu o uso de ferramentas digitais.
- Gargalos na expansão: nos últimos 12 meses, o medo de fraudes ou riscos cibernéticos fez com que 38% dos entrevistados adiassem a adoção de novos meios de pagamento, 28% atrasassem a expansão geográfica e 27% adiassem iniciativas de marketing digital e parcerias.
- Potencial latente de inovação: com uma infraestrutura de proteção fortalecida, 80% das PMEs brasileiras ouvidas no estudo estimam alcançar um crescimento de dois dígitos em seus negócios (sendo que 30% projetam expansão superior a 50%). Além disso, os empresários priorizariam novos investimentos em marketing digital (41%), uso de análise de dados e Inteligência Artificial (40%) e adotariam novos meios de pagamento digitais ou por aproximação (40%).
Para ajudar as empresas a fortalecer a confiança digital, a Mastercard continua investindo em tecnologias e serviços que ajudam a identificar, prevenir e responder a ameaças cibernéticas. Por meio do Mastercard Trust Center, a empresa oferece um hub gratuito de educação e recursos em cibersegurança para PMEs da América Latina e do Caribe, disponibilizando pesquisas, treinamentos, avaliações, ferramentas e orientações práticas para ajudar as empresas a fortalecer sua resiliência cibernética. Disponíveis por meio de emissores locais selecionados e parceiros do setor, soluções como My Cyber Risk, impulsionado pelo RiskRecon, e ID Theft Protection ajudam as empresas a entender melhor suas exposições a riscos no ambiente virtual, fortalecer sua preparação em cibersegurança e apoiar a proteção da identidade.
O compromisso contínuo da Mastercard em fortalecer a resiliência cibernética das PMEs na América Latina e no Caribe está alinhado ao seu compromisso global de conectar e proteger 500 milhões de pessoas e pequenos negócios em sua jornada rumo à inclusão financeira e à saúde financeira até 2030.
Escopo e metodologia da pesquisa
O Mastercard 2026 SME Cybersecurity Outlook baseia-se em uma pesquisa realizada com 2.400 proprietários de PMEs e altos tomadores de decisão em 12 mercados da América Latina e do Caribe (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Panamá, Peru e Porto Rico), conduzida no segundo trimestre de 2026. No Brasil, a amostra contou com a participação de 200 tomadores de decisão (margem de erro de ±6,9% e nível de confiança de 95%). A Mastercard fez parceria com a Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI), empresa de inteligência de mercado do setor de pagamentos, para a realização do estudo. Os resultados oferecem uma perspectiva regional e local sobre a adesão das PMEs aos pagamentos digitais, o nível de preparo em cibersegurança e o papel da confiança digital no apoio ao crescimento futuro dos negócios.
Sobre a Mastercard
A Mastercard impulsiona economias e empodera pessoas em mais de 200 países e territórios em todo o mundo. Junto com nossos clientes, estamos construindo uma economia sustentável onde todos possam prosperar. Oferecemos uma variedade de opções de pagamentos digitais, tornando as transações seguras, simples, inteligentes e acessíveis. Nossas redes, tecnologia, inovação e parcerias se combinam para fornecer um conjunto único de produtos e serviços que ajudam pessoas, empresas e governos a alcançar seu mais elevado potencial.