Entendendo as Taxas Intercâmbio da Mastercard

5 de novembro de 2021 | De Pedro Alves

A Mastercard é uma empresa de tecnologia que trabalha constantemente para trazer soluções de pagamento cada vez mais rápidas, seguras e convenientes. A empresa também desenvolve uma série de programas para incentivar a inclusão das pessoas ao sistema financeiro formal, possibilitando que tenham acesso a ferramentas de controle de gastos, programas de fidelidade dos cartões e milhares de produtos inovadores de crédito, débito e pré-pago.

Descubra o que significa intercâmbio e os seus benefícios para o mercado de meios de pagamento.

  1. O que é Taxa de Intercâmbio?

    A Taxa de Intercâmbio é a taxa que o Adquirente paga ao Emissor do cartão para que os comerciantes recebam pagamentos com cartões de crédito, débito ou pré-pago. 

  2. Qual o papel da Taxa de Intercâmbio?

    O papel da taxa de intercâmbio é balancear o ecosistema de pagamentos, criando os incentivos necessários para termos uma ampla emissão de cartões e uma ampla aceitação por parte dos comerciantes. Além disso, a taxa de intercâmbio facilita a interação entre os diversos participantes (emissores e adquirentes), uma vez que possuem uma taxa definida e aplicada isonomicamente entre todos.

  3. Qual o papel da Mastercard na Taxa de Intercâmbio?

    A Mastercard define a Taxa de Intercâmbio para a aceitação de cartões de sua bandeira para garantir o equilíbrio do ecossistema de pagamentos com cartões.

  4. A Mastercard ganha mais com a Taxa de Intercâmbio?

    A Mastercard não recebe qualquer quantia da Taxa de Intercâmbio. A empresa apenas atua como mediadora, determinando o nível da taxa para incentivar a expansão de todo o ecosistema de meios de pagamento com cartão, com ganhos para todos os participantes do mercado. A Taxa de Intercâmbio é paga diretamente pelo Adquirente ao Emissor do cartão.

  5. Porque as Taxas de Intercâmbio são atualizadas?

    As condições de mercado mudam constantemente e, por isso, a atualização da Taxa de Intercâmbio é importante para dar suporte ao crescimento de todo o ecossistema de pagamentos com cartões no Brasil.

  6. Como é calculada a Taxa de Intercâmbio?

    Para se definir a Taxa de Intercâmbio, diversos pontos são avaliados, como o valor que a aceitação de cartões traz para os comerciantes, o ambiente de negócios e de regulação, os custos para oferecer a aceitação dos cartões e os sistemas e tecnologias utilizados por todos os participantes do mercado.

  7. Não seria melhor essa taxa ser estipulada pelo governo?

    A melhor forma de manter um ecossistema de pagamentos saudável é deixar que o próprio mercado se regule. Dessa forma, os próprios integrantes do setor podem definir suas taxas de acordo com seus custos, para oferecer os melhores serviços, produtos e benefícios aos consumidores. Além disto, a bandeira é o participante que possui o melhor alinhamento de interesses em fazer a definição da taxa de intercâmbio no nível correto, buscando, assim, a maximização da ampliação do ecosistema.

    Reguladores de diferentes países optaram por regular a taxa de intercambio como forma de corrigir alguma falha do mercado. As consequências no longo prazo podem ser diversas, contudo em mercados ainda em expansão do uso de meios de pagamentos e entrada de novos competidores em todos os lados (emissores e adquirentes), tais medidas podem afetar principalmente os consumidores. Como apontado pelo relatório emitido pelo Bureau of Consumer Financial Protection nos Estados Unidos, em janeiro de 2021, a regulação do intercâmbio das transações de débito teve efeito negativo sobre a população de menor renda e o processo de inclusão financeira. Instituições que ofereciam contas e serviços de pagamentos sem custos para este segmento passaram a cobrar tarifas após a implementação dos limites desta tarifa.
  8. Quais são as taxas do comércio?

    O custo da aceitação de cartões para o comércio é definido por cada Adquirente de acordo com o acordo definido por ele com o comerciante. Ele é chamado de MDR (Merchant Discount Rate), que é cobrado do comércio pelo Adquirente para cada transação realizada com cartão.

  9. Qual a diferença de Taxa de Intercâmbio e MDR?

    A Taxa de Intercâmbio é a taxa que o Adquirente paga ao Emissor do cartão para que os comerciantes recebam pagamentos com cartões de crédito, débito ou pré-pago.  Já o MDR é o valor cobrado do comércio pelo Adquirente para cada transação realizada com cartão.

  10. O comerciante paga a Taxa de Intercâmbio?

    Não. A Taxa de Intercâmbio é paga pelo Adquirente para o Emissor. O comerciante paga ao Adquirente uma taxa para cada transação realizada com cartão, chamado de MDR (Merchant Discount Rate). Transferir quaisquer alterações de custo relacionadas à Taxa de Intercâmbio para o comerciante é uma decisão exclusiva do Adquirente.

  11. O aumento ou a diminuição dos valores da Taxa de Intercâmbio afetam o valor final dos produtos?

    Como a Taxa de Intercâmbio é paga pelo Adquirente para o Emissor, a transferência de quaisquer custos relacionados à operação do Adquirente para o comerciante, seja estes a Taxa de Intercâmbio ou mesmo outros custos, é uma decisão exclusiva do Adquirente.

  12. É mais caro para os comércios aceitarem Mastercard do que outras bandeiras?

    O Adquirente é quem define sua política comercial e o quanto irá cobrar dos comerciantes de forma completamente independente da bandeira. Sendo assim, o adquirente é quem escolhe se a taxa de MDR, que é cobrada por ele do comerciante por cada transação com cartão, varia de acordo com a bandeira. 

  13. A Taxa de Intercâmbio está relacionado à Taxa de Juros do cartão?

    Não, a taxa de juros é definida pelo Emissor do cartão. Esta deverá ser paga pelo consumidor, somente se ele fizer a opção pelo pagamento do valor mínimo de sua fatura. A Taxa de Intercâmbio é a taxa que o Adquirente paga ao Emissor do cartão para que os comerciantes recebam pagamentos com cartões de crédito, débito ou pré-pago.

  14. A Taxa de Intercâmbio é igual para todos os comércios?

    Não. A taxa é calculada de acordo com o valor que a aceitação de cartões traz para cada tipo de comércio, o ambiente de negócios e de regulação, os custos para oferecer a aceitação dos cartões e os sistemas e tecnologias utilizados por todos os participantes do mercado. Como cada tipo de comércio tem as suas particularidades, a definição da Taxa de Intercâmbio leva esses aspectos em consideração.

  15. As Taxas de Intercâmbio são iguais para todas as bandeiras de cartão?

    Não. Cada bandeira estabelece as taxas de intercâmbio para a aceitação da sua bandeira.

  16. Qual a diferença do custo de aceitação de dinheiro e de cartão?

    Aceitar dinheiro não é barato. O dinheiro custa aos contribuintes um valor para imprimi-lo, distribui-lo e protegê-lo. Os comerciantes possuem diversos custos operacionais associados ao dinheiro, uma vez que ele precisa ser contado, armazenado com segurança, recontado, transportado e depositado pelos comerciantes, além de custos associados a fraudes e falsificações. Em quase todos os países e em diferentes tipos de transação, os cartões são os que mais reduzem o custo para realizar um pagamento. 

  17. Se a Mastercard não recebe a Taxa de Intercâmbio, como ela ganha dinheiro?

    A Mastercard é uma empresa de tecnologia em meios de pagamento e fornece aos seus clientes e parceiros uma série de sistemas e serviços que garantem que os pagamentos eletrônicos sejam cada vez mais rápidos, seguros e convenientes. Ela é remunerada pelos integrantes do modelo de quatro partes para oferecer essa plataforma de tecnologia em meios de pagamentos.

  18. Por que aceitar cartão é importante?

    Os pagamentos com cartões de crédito, débito ou pré-pago são formas de pagamento mais eficientes e seguras do que dinheiro, cheque ou boleto. A aceitação de cartões traz benefícios para toda a sociedade:

  • Os comerciantes têm a garantia de que vão receber o pagamento; ganham mais clientes ao darem uma experiência de compra rápida e eficiente; com mais clientes, aumentam as vendas; e tem redução nos custos de processamento dos pagamentos, já que, ao contrário do dinheiro, os pagamentos com cartão não precisam ser contados, armazenados com segurança, recontados, transportados e depositados.
  • Para os consumidores, os pagamentos com cartão são o ponto de entrada no sistema financeiro formal. Os clientes se beneficiam ainda de conveniência e segurança, acesso a recompensas e incentivos por meio dos programas de fidelidade dos cartões e tem à sua disposição a escolha de milhares de produtos inovadores de crédito, débito e pré-pago.

19. Como funcionam os meios eletrônicos de pagamento?

Pedro Alves

Communications, Brazil & South Cone Division
Pedro.Alves@mastercard.com