Economias mais inovadoras e digitalizadas foram mais resilientes aos impactos econômicos da pandemia, revela Índice de Inteligência Digital da Mastercard

dezembro 21, 2020 | São Paulo | De Sílvia Simões

 Economias como Brasil, Colômbia e México começam a demonstrar grande engajamento nas mídias sociais e outras novas tecnologias

A Mastercard divulgou o Índice de Inteligência Digital 2020 (Digital Intelligence Indexl - DII). Resultado de uma parceria com a Fletcher - escola de pós-graduação em assuntos globais da Tufts University, o DII mostra o progresso dos países no avanço de suas economias digitais e como mantêm sua confiança por meio da inclusão digital e conectividade na vida de bilhões de pessoas.

O índice desse ano destaca que países com economias mais inovadoras, digitalizadas e dinâmicas - como Estados Unidos, Coréia do Sul, Taiwan, Emirados Árabes Unidos e Alemanha - superaram significativamente a taxa de crescimento da OCDE no segundo trimestre de 2020 em meio ao lockdown[1] global e foram mais resilientes aos impactos econômicos da pandemia. Essas nações apresentam um alto número de profissionais capacitados disponíveis, colaboração ativa em P&D entre a indústria e as universidades, além de  um forte histórico de criação e introdução de produtos digitais no mercado.

Entre os outros resultados encontrados estão:

Quase dois terços da população mundial está online hoje. O mundo está entrando em uma fase ‘pós-acesso’ onde apenas o acesso à internet não é suficiente e aspectos como qualidade de rede, uso efetivo de tecnologias digitais e governança de dados são fatores determinantes. Os jovens nos países considerados emergentes estão demonstrando altos níveis de engajamento digital, o que está incentivando a expansão da transformação digital em suas economias.

Ajay Bhalla, Presidente de Cyber ​​& Intelligence da Mastercard, disse: “Nunca antes houve uma necessidade tão aguda de compreender os fatores que impulsionam a transformação digital e a confiança digital. Com esse conhecimento, empresas e governos podem trabalhar juntos para ajudar todos os 7,6 bilhões de pessoas em todo o mundo a se beneficiarem das vastas oportunidades que uma economia digitalmente avançada pode trazer. Embora ainda haja muita incerteza hoje, está claro que o sucesso digital será um alicerce fundamental para nossa recuperação coletiva”.

[1] Dados obtidos de:

  • https://data.oecd.org/gdp/quarterly-gdp.htm
  • https://tradingeconomics.com/
  • https://www.imf.org/en/Publications/WEO/Issues/2020/09/30/world-economic-outlook-october-2020
  • https://www.imf.org/en/News/Articles/2020/06/15/na061520-digitalizing-sub-saharan-africa-hopes-and-hurdles

 

Para Felippe Galeb, Diretor de Soluções de Cibersegurança da Mastercard Brasil, “Agora, mais do que nunca, precisamos compreender os fatores que impulsionam a digitalização e a confiança digital. Com essas informações em mãos, empresas e governos podem trabalhar juntas para ajudar os cidadãos no mundo todo a se beneficiarem das oportunidades que uma economia digitalmente avançada pode trazer. A resiliência digital se tornará um alicerce fundamental da recuperação econômica”.

Uma perspectiva global da evolução e confiança digitais

Na edição deste ano, dois componentes são analisados: Evolução Digital, que captura o impulso histórico de uma economia, do passado físico ao presente digital, e a Confiança Digital, que é a ponte que conecta a jornada do cenário digital a um futuro digital inteligente e inclusivo.

Ao mapear 95% da população online mundial e com base em 12 anos de dados, o scorecard da Evolução Digital mede 160 indicadores de 90 economias em quatro pilares principais: ambiente institucional, condições de demanda, condições de oferta e capacidade de inovação e mudança. Estes se dividem em quatro categorias:

  • Economias de destaque (Stand Out) - Singapura, Estados Unidos, Hong Kong, Coréia do Sul, Taiwan, Alemanha, Estônia, Emirados Árabes Unidos, Israel, República Tcheca, Malásia, Lituânia e Qatar - são altamente avançadas digitalmente e exibem um grande impulso. São líderes em impulsionar a inovação, aproveitando suas vantagens existentes de maneiras eficientes e eficazes.
  • Economias paralisadas (Stall Out) – países como Suécia, Reino Unido, Holanda, Japão e Canadá - economias digitais maduras com um alto estado de adoção digital, apesar da desaceleração do impulso digital. Elas tendem a trocar velocidade por sustentabilidade e normalmente investem na expansão da inclusão digital e na construção de instituições robustas.
  • Economias emergentes (Break Out) - como China, Índia, Indonésia, Polônia e Rússia - estão evoluindo rapidamente. Com esse impulso e espaço significativo para crescimento, elas costumam ser altamente atraentes para os investidores.
  • Economias que necessitam atenção (Watch Out) – Grupo do qual o Brasil faz parte junto com países como Nigéria, Uganda, Colômbia, Peru, Paquistão e Sri Lanka - têm uma série de deficiências em sua infraestrutura. Apesar disso, os jovens estão demonstrando entusiasmo por um futuro digital com maior uso de mídias sociais e pagamentos móveis.

Já no quesito de Confiança Digital, são medidos 198 indicadores de 42 das economias do índice em quatro pilares principais: comportamento, atitudes, meio ambiente e experiência.

  • Economias como Brasil, Colômbia e México ganharam impulso nas pontuações de comportamento e começam a demonstrar grande engajamento nas mídias sociais e outras novas tecnologias.
  • China, Indonésia e Vietnã têm atitudes cada vez mais favoráveis ​na construção do seu futuro digital, impulsionadas pela rápida expansão digital e de suas oportunidades.
  • Países com abordagens mais maduras à transformação digital e à formulação de políticas ligadas a ela, como Suécia, Holanda e Dinamarca, compartilham medidas que fortalecem o ambiente de confiança, como políticas de privacidade, segurança e responsabilidade. Os cidadãos desses países tendem a ter atitudes mais otimistas em relação ao futuro da transformação digital.
  • Economias como Estados Unidos, Hong Kong, Taiwan, Coréia do Sul e Singapura fornecem aos cidadãos uma experiência quase perfeita, entregando o melhor da infraestrutura avançada, amplo acesso e interação incomparável. Essa experiência é acompanhada por altos níveis de engajamento, oferecendo a essas economias uma vantagem clara em um futuro ‘pós-acesso’.

“Em países como o Brasil, os jovens estão impulsionando a digitalização, mas é preciso melhorar a infraestrutura de acesso e criar políticas digitais progressivas para promover o empreendedorismo digital e a pesquisa e desenvolvimento”, finaliza Felippe Galeb.

 “A pandemia está sendo um grande teste do progresso do mundo em direção à transformação digital, provando nos termos mais rígidos possíveis como as economias digitais dinâmicas têm sido mais resistentes à turbulência econômica e estão melhor posicionadas para o crescimento futuro”, afirmaBhaskar Chakravorti, Diretor Executivo do Instituto de Negócios no Contexto Global da Fletcher.

Sobre o Índice de Inteligência Digital

O Digital Intelligence Index pesquisado e criado pela escola de pós-graduação em relações globais da Tufts University em parceria com a Mastercard fornece relatórios de ponta sobre o progresso que os países fizeram no avanço de suas economias digitais.

Sobre Fletcher

Fletcher, The Graduate School of Global Affairs da Tufts University, é a escola de pós-graduação de destaque em assuntos internacionais nos EUA, que trabalha para resolver os desafios mais urgentes do mundo por meio de uma abordagem interdisciplinar e colaborativa de pesquisa e educação. Desde 1933, a Fletcher vem preparando líderes mundiais para se tornarem inovadores solucionadores de problemas em organizações governamentais, empresariais e não governamentais com estratégicas redes intersetoriais. Por meio de nosso compromisso contínuo e abordagem rigorosa para o avanço do conhecimento mundial por meio de pesquisas, bolsas de estudos e práticas, a Fletcher continua a informar e construir pontes para soluções globais significativas.

Sobre Mastercard, www.mastercard.com

A Mastercard é uma empresa global de tecnologia do setor de pagamentos. Nossa missão é conectar e impulsionar uma economia digital inclusiva que beneficie a todos, em todos os lugares, tornando as transações seguras, simples, inteligentes e acessíveis. Usando dados e redes seguras, parcerias e paixão, as nossas inovações e soluções ajudam indivíduos, instituições financeiras, governos e empresas a alcançar seu maior potencial. Nosso quociente de decência, ou DQ, impulsiona a nossa cultura e tudo o que fazemos dentro e fora de nossa empresa. Com conexões em mais de 210 países e territórios, estamos construindo um mundo sustentável que abre possibilidades Priceless para todos.

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Sílvia Simões, Communications Manager - Brazil